quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Do que você tem medo?

Vários eram os medos que ela guardava.
E eram de todos os tipos.
De bichos.
De gente.
De altura.
Da morte.
Da vida.
De amor.
De amar.
De se entregar.
De deixar ficar.
De deixar ir.
De sofrer.
Até de ser feliz.

Vários eram os medos que ela guardava. 
Nem ela sabia que eram tantos.
Nem ela sabia que muitos ela já havia deixado pelo meio do caminho.

Os que ficaram na estrada, sem direito a retorno, deixaram um espaço que ela tratou de completar com coragem, amor e entrega.

E agora ela segue em busca de tudo aquilo que não fez porque tinha medo.
Em busca dos seus erros e de todos os seus acertos!


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Florescendo



Um dia ela foi em busca de algo para amenizar a sua ansiedade.
Do remédio para cicatrizar as suas feridas.
De mais tranquilidade para sua vida.

Vários foram os caminhos que ela procurou.
E encontrava paz em muitos deles.
Várias foram as pessoas que ela encontrou.
E pertencia a todas elas.

Ela permanece no caminho.
Ora de pedra. Ora de nuvens.
Seu coração por vezes chora.
Mas sua alma está em paz.

Sua alma sabe o quanto caminhou para chegar até aqui.
Sua alma sabe quantas vidas passou para estar aqui.
Sua alma sabe a expansão de consciência que está tendo neste momento.

E do simples alívio para a ansiedade ela encontrou o amor.
Do remédio que iria cicatrizar suas feridas, dessas e de outras vidas, ela reencontrou um guru.
Da necessidade de mais tranquilidade ela achou a respiração e a meditação.

E a ela só cabe agradecer.
Agradecer a família. Que da forma mais bela a ajudaram, e ajudam, a caminhar.
Agradecer aos antigos amores. Que a fizeram mais forte e a deixaram livre para continuar buscando.
Agradecer aos grandes amigos de sempre. Que sempre estarão por perto, mesmo que a distância.
Agradecer aos novos e queridos amigos. Que partilham deste momento mágico e que ficará para a história.
Agradecer aos novos amores. Que terão a paciência para entendê-la e a sabedoria para amá-la.





sábado, 26 de outubro de 2013

Limite



Botões sendo apertados.
Amarras sendo desfeitas

Durante quatro dias ela foi no seu limite.
Limite da dor.
Limite da raiva.
Limite da fome.
Limite do desconforto.
Limite do sono.

Mas da extrema dor brotou o amor mais genuíno que poderia existir.
Por ela. Pelo outro. Pelos outros.

Da crítica veio a expansão.
Crescimento interno que muda sua energia, seu batimento cardíaco e fortalece sua essência. 

Foram quatro dias indo no seu limite para no final descobrir que o que é a verdadeira liberdade.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Liberdade


Ela está próxima a viver mais um desafio.
Desafio proposto por ela mesma.

Ela não quer mais ser quem era.
Ela não quer mais seguir os mesmos passos de outrora.
Ela quer quebrar barreiras.
Romper modelos antigos.
Deixar as amarras no passado.
E ser livre.

Livre para ser ela mesma.
Livre para não ter medo.
Livre para amar.
Livre para ser amada.

domingo, 20 de outubro de 2013

Nova partilha


Ela estava mais uma vez sozinha.
Sozinha com ela mesma.
Sozinha com sua família.
Sozinha com seus amigos.
Sozinha com seus mestres.
Sozinha com seu guru.

O que era para ser não foi.
O que estava desabrochando repentinamente morreu.
Atônica, ela viu tudo mudar a sua frente.
Saiu do seu centro.
Se afogou no oceano revolto.
Se deixou levar pelo turbilhão de emoções.

Mas rapidamente conseguiu se agarrar a esperança de que tudo está sendo cuidado.
Sua alma, antes amedrontada, agora está mais calma e serena.

E o que antes poderia durar muitos dias.
O que antes poderia significar uma nova clausura.
Hoje está mudado.
Ela já achou seu centro.
Ela já sabe o que deseja e sabe o que não quer mais para si.

E assim ela segue aberta para uma nova partilha, para um novo olhar, para um novo desejo, para uma nova história.
Com menos amarras.
Com menos medo.
Com mais entrega.
Com mais amor.
Com mais 100%.

sábado, 19 de outubro de 2013

Recomeço

Hoje ela deu o abraço mais vazio que já experimentou na vida.
O mais distante também.
Pareciam dois estranhos.

Ele não queria mais seguir adiante.
Ela não queria aceitar que também não queria.

Afinal, após tantos processos internos decidiu sair do casulo e se relacionar com um outro alguém.
Mas não deu certo.

Ela queria mais.
Mais amor. Mais entrega. Mais companheirismo. Mais olho no olho.

E assim cada um seguiu seu caminho.
Sem nem olhar para trás.

E a chuva que caia do céu era como as lágrimas que rolavam pelo seu rosto.
Limpando toda a alma, tirando todo sentimento ruim e alimentando a alma para um novo recomeço.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Nada é por acaso



Um dia ela falou que não queria mais ficar sozinha.
Após tantos processos internos, ela queria companhia.
Não que a dela não bastasse, era ótimo ficar com ela mesma.
Mas ela queria mais.

Ela queria a troca.
Ela queria compartilhar.
E assim ela foi para o mundo.

Não foi fácil.
Afinal, depois de tanto tempo ela não sabia mais quem ela era com o outro.
Ela não sabia mais como gostaria de estar em um relacionamento.
Ela só sabia que não queria mais ser seca.
Ela só sabia que não queria mais ser distante.

E como o universo conspira sempre para a evolução de cada um ela encontrou pessoas semelhantes.
Mas a como ela era antes.
Antes de toda a entrega.
Antes de todo o perdão.
Antes de toda a descoberta.
Antes de voltar para casa.

E assim ela continua no caminho... com a certeza de que nada é por acaso.